Eu demoro para acordar e não levanto muito sociável. Além do mau humor, soma-se aquela birra de ter que encarar os outros e o mundo.
E vou no meu carro, com os olhos quase fechados, meio que sonhando.
Paro no farol, em uma dessas esquinas da Vila Madalena. Tem um cadeirante pedindo dinheiro que me recebe com um sorriso e alegria impressionantes. Meu dia muda naquela hora.
Quando foi mesmo que desistimos de ser assim, contentes?
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