O mundo idolatra o empreendedor. A boca se enche de orgulho ao responder uma questão bem comum nas paqueras: “EMPRESÁRIO”.
Depois de proferida a tal palavra, se bem colocada e estrategicamente trabalhada, cria-se imediatamente uma atmosfera absolutamente propícia a criação da magnífica imagem do SUCESSO. Arma poderosíssima na sedução.
Mas, não é só esse prazer que o senhor do próprio emprego experimenta durante o diálogo. Há em cena também os coadjuvantes, que são percebidos pelo objeto da corte como parte do protagonista e fortalecem a AURA que ele com tanto cuidado cultiva. É tudo calculado. As ações e falas desses figurantes servem não só como estímulo, mas se tornam poderosos catalisadores nesta empreitada amorosa.
O nosso conquistador aprecia a inveja desses OUTROS e exibi-se com grande satisfação. Tem em seus valores ser notado. E, por mais que se veja como o altruísta dos altruístas não consegue não julgá-los de certa forma: "São todos iguais!". Mas, não menospreza o valor estratégico dessa existência nesse ambiente. Eles são úteis na sua irrelevância, pois o simples fato de estarem como estão colocam o nosso empreendedor em melhor categoria competitiva.
Em roupas sem graça, bem características do mundo corporativo, que não ousa ou inova no vestuário, os “commodities” engolem um chope. A tentativa é livrar a mente da lembrança das atividades que realizam de segunda a sexta-feira. E, quem sabe, já em seu domínio, depois de um longo banho, serem para seus púbicos de relacionamento artigo de luxo em uma prateleira tão concorrida.
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