Mateo, croata, 26 anos, temperamento duvidoso. É obcecado pelo único amor da sua vida, ainda insuperado. Parece que era uma espanhola, aliás, ele é um poliglota. Além da língua materna fala também o idioma da ex. parceira. Aprendeu no tempo que moraram juntos em Barcelona. No entanto, o inglês dele é de compreensão inversamente proporcional ao teor alcoólico no sangue.
Bebe sempre, diz que precisa relaxar. Também, pobrezinho, trabalha demais. 8 horas por dia, em um restaurante que fica longe, 20 minutos a pé de casa, com poucas folgas, só dois dias por semana. Dá para entender a necessidade de um drink ou dez todos os dias depois da labuta.
Mas não é essa a questão. Até porque, se beber fosse o caso, Dublin seria censurado do mapa até que as crianças completassem 18 anos. O problema, na verdade, é a cueca.
Preta e suja. Foi parar na sala por motivos desconhecidos, e ficou por lá, bem entre o sofá e a TV, por 4 dias. Após esse período, foi jogada, com a ajuda de uma vassoura, para um canto, perto do aparelho de som. Ficou lá por mais 2 dias. Passou por tudo, intocada. Mas não superou o sábado a noite. Neste dia tivemos que dar o ponto final nesta história. Com a ajuda de uma pá, foi removida para cima da cama do Mateo, croata, 26 anos, de temperamento duvidoso e dono do objeto (que na minha opinião poderia ter ido direto para o lixo).
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