Ontem, vivemos um dos dias mais difíceis. Tivemos que escolher entre o ruim e o pior ainda. Fomos vítimas de um país com uma máquina dominada por "macacos velhos", corruptos, criminosos, sem-vergonhas, autoritários, centralizadores, que têm como objetivo na vida política muita coisa, menos o tal interesse público, tão citado nos discursos emocionados de derrota ou vitória.
Me senti violentada, como brasileira, como ser-humano, como crente de que o poder pertence ao povo e a mais ninguém.
Com um quadro deste, fui radical no meu desamor ao processo eleitoral, e até mesmo "malufista" ao tomar minha decisão em quem votar: Escolhi o que estupra, mas não mata. Apertei os botões da urna eletrônica e engoli um grito: Socorro, alguém me ajuda! Mas, o que que eu podia fazer? Chamar a polícia e fazer um B.O. da agressão contra mim e todos os outros que vivem no Brasil, votantes ou não?
Sem ter para quem reclamar, no desespero, acabamos culpando os eleitores: "votou nele (a) então depois não vai poder falar nada". Mas, o que poderíamos ter feito? Tivemos mesmo a opção? O que vimos foi a mesma disputa de sempre. Mudaram os nomes, não mudaram as pessoas.
E ainda, chamam isso de festa, a festa da democracia.
Mas há esperança, sempre há. Passado o luto, começa tudo de novo. E não podemos abandonar a luta ou perder o controle da situação. De minha parte, vou acompanhar tudo de perto e nunca deixar de me posicionar. Vou exigir o que é meu de direito e vou brigar pelo o que é justo. Minha única arma é esta, as redes sociais, mas mesmo que seja só nesse espaço, que eu consiga fazer alguma mudança nesse sistema que teima em trabalhar em benefício próprio!
Histórias para boi dormir
Apresento a vocês um pouco dessa vida que é minha e dos outros. Mas, antes de ler os relatos que seguirão, fique atento aos seguintes pormenores: 1) Essas histórias serão contadas por uma narradora devota dos grandes prazeres e com grande vocação para o ócio. 2) A dedicatória é exclusividade das grandes almas, que amam tanto os vícios como as virtudes. 3) Eles não serão do jeito que eu desejava, pois a vida a qual me refiro, se não fosse fato, mas ficção, seria mais pasto e menos frigorífico.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Nasceu a Rafaela
A Roberta, do Blog Projetinho de Vida, resolveu fazer uma lembrancinha de martenidade para a sua segunda filha, diferente. Eu, que já estava louca por um projeto desse, dei a idéia e uma força com o texto. Juntas, escrevemos uma historinha que tem como narradora a Luísa, a primeira filha dela. A ilustração ficou show e eu mostro aqui o resultado. Demais, não é?
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Mensagem de gringo
Meu marido me manda uma mensagem assim:
"Oi meu amor, estou em casa respirando pra minha lindinha".
Tradução. Oi, meu amor. Estou em casa ESPERANDO pela minha lindinha.
É fofo ou não é?
"Oi meu amor, estou em casa respirando pra minha lindinha".
Tradução. Oi, meu amor. Estou em casa ESPERANDO pela minha lindinha.
É fofo ou não é?
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O “tio” do farol
Eu demoro para acordar e não levanto muito sociável. Além do mau humor, soma-se aquela birra de ter que encarar os outros e o mundo.
E vou no meu carro, com os olhos quase fechados, meio que sonhando.
Paro no farol, em uma dessas esquinas da Vila Madalena. Tem um cadeirante pedindo dinheiro que me recebe com um sorriso e alegria impressionantes. Meu dia muda naquela hora.
Quando foi mesmo que desistimos de ser assim, contentes?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Coisa de criança
Sempre conto essa história da minha priminha que, na época, tinha 2 anos e meio. Na minha casa não tem muita opção de atividades para criança, então, eu sempre planejo alguma coisa para quando a pequenininha vem me visitar. Um dia comprei um pacote de macarrão em que a massa era colorida no formato de personagens do Looney Tunes. Uma outra vez, fiz download de músicas infantis do meu tempo para ela dançar e comprei brigadeiro. Mas, teve um dia que a priminha me pegou de surpresa. Eu estava lavando o quintal bem na hora em que ela chegou com a mãe.
- Oi Cissa, tem macarrão?
-Não, hoje não tem.
- E brigadeiro?
-Também não.
Então ela se vira e diz para a mãe, séria:
- Vamo embora, né? Já ficamos muito aqui.
Mais direta impossível. Adorei!
- Oi Cissa, tem macarrão?
-Não, hoje não tem.
- E brigadeiro?
-Também não.
Então ela se vira e diz para a mãe, séria:
- Vamo embora, né? Já ficamos muito aqui.
Mais direta impossível. Adorei!
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